terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ANIMAIS NÃO VOTAM, MAS NÓS SIM


O último dia 22 de janeiro marcou a indignação daqueles que não só acreditam mas vivem de acordo com a frase de Darwin “A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana”. Milhares de pessoas reuniram-se em passeata na Avenida Paulista para lutar contra a crueldade aos animais. O evento é fruto do movimento Crueldade Nunca mais (www.crueldadenuncamais.com.br), em que participam instituições e pessoas amigas dos animais, para lutar contra atos covardes a quem não tem como se defender. O movimento visa a aprovação de leis mais rígidas que punam efetivamente quem maltratar um animal, já que a legislação brasileira considera animais como objetos. O grupo foi a Brasília com o objetivo de sensibilizar os políticos para essa importante e esquecida causa. Afinal, os animais não votam, não é mesmo? Mas nós sim!

É difícil não chorar ao ver as imagens fortes divulgadas no site do movimento. Durante a passeata, cartazes mostravam fotos de bichos espancados até a morte. Ao contrário da teoria da evolução, desenvolvida pelo cientista britânico Charles Darwin, alguns seres humanos parecem eles próprios animais desprovidos de racionalidade ou coração. A crueldade contra os animais tem crescido assustadoramente nos últimos tempos. Não se passa um dia sem que alguma denúncia de maus-tratos seja divulgada na mídia, para revolta daqueles que, como eu, amam os bichos. Aliás, nunca acreditei tanto na frase; “quanto mais conheço o ser humano, mais amo os animais.”

Fique de olho, apoie essa causa, os bichinhos agradecem!

Foto/texto: Luciene Cimatti

sábado, 17 de dezembro de 2011

POR QUÊ ALGUMAS PESSOAS ODEIAM OS ANIMAIS?

Hoje meu cachorro mordeu a canela de um homem. Foi quase sem querer. Seu instinto agressivo de brigar com outros cachorros na rua o levou a avançar para cima de um companheiro canino, quando a canela do homem atravessou bem na frente. Meu cãozinho nunca tinha feito isso antes. Na semana passada, tive a intuição de que deveria colocar uma focinheira nele, já que seu jeito irritante assusta as pessoas, mas desisti da ideia, por achar que ele é tão pequeno e inofensivo. A canela do homem ficou apenas arranhada mas foi o suficiente para que fizesse o maior drama, me xingasse de todos os nomes possíveis e imaginários. Foi o suficiente para que demonstrasse o seu ódio pelos animais. Sim, fiquei com medo de apanhar dele. Ele estava tão nervoso que tive que tomar a decisão de ir embora sem prestar socorro à vítima. 

Sentindo-me culpada, tomei duas decisões: a primeira foi a de voltar a escrever no blog, em primeiro lugar para alertar a outras pessoas que se muita gente odeia animais, a culpa é, em grande parte, dos donos. É preciso educar seu animal de estimação, recolher suas fezes, limpar onde ele sujar, vaciná-lo, alimentá-lo, dar carinho, fazê-lo se exercitar, brincar, tudo isso vai ajudá-lo a ser mais sociável. Assim, algumas pessoas não terão tanto ódio dos animais. No fundo, acho que odeiam o mundo e, principalmente, a si mesmas. A segunda decisão que tomei foi a de fazê-lo usar focinheira de agora em diante. 

domingo, 9 de maio de 2010

ADOTAR COM AMOR

Foi com surpresa que descobri que algumas pessoas se cansam de seus bichos, depois de conviverem muitos anos com eles, inclusive. Isso me dói o coração, então decidi fazer um pouco para ajudar esses coitadinhos que ficam pelas ruas, em geral, velhos e doentes.

Um tempo atrás li sobre uma feira promovida pela prefeitura de São Paulo, para incentivar a adoção desses cães. É claro que as pessoas acham lindo comprar um filhote, mas não param para pensar, que ele poderá dar mais trabalho que adotar um cão adulto. Um cãozinho ou gato, adulto, quando é adotado sabe exatamente o que seu novo dono fez por ele, oferecendo uma gratidão difícil de acreditar. Além disso, um animal idoso, ou deficiente, não dá trabalho, não come a mobília, não faz barulho, só para dar alguns exemplos. Ele só tem carinho e gratidão. Vai retribuir o que você fez por ele com muito amor!

Mas você que, mesmo depois de ler o que escrevi, decidir COMPRAR um filhote, saiba que apesar de ser um animal, ele tem  um coração, tem sentimentos. Vai dar trabalho, envelhecer, sente solidão, fica triste, fica alegre, igualzinho a você. Finalizando, um animal de estimação é PARA A VIDA TODA!!! NÃO O ABANDONE!!

sábado, 24 de outubro de 2009

UM É POUCO, DOIS É BOM

Sabe aqueles dias em que você está meio carente, se sentindo sozinho? O que você faz? Liga para um amigo, bate um papo agradável ao telefone ou marca um encontro com alguém para um café e jogar conversa fora. Ou vai sozinho mesmo dar uma volta no shopping center, ver gente, olhar vitrines? Pois saiba que o seu cachorrinho ou seja qual for o animal de estimação que possuir, sente a mesma coisa, com a diferença de que não consegue fazer nada disso. Afinal, ele está preso, trancado sozinho em um apartamento o dia todo, muitas vezes a semana toda, além do fim de semana.

Esse é um assunto que há muito quero escrever, como parte da minha cruzada pela conscientização das pessoas sobre os animais. É surpreendente como, em pleno século 21, grande número de pessoas que possui animais ainda não se deu conta de que eles são seres vivos e têm sentimentos!

Um fato que me chamou a atenção nas últimas semanas é a gatinha da minha vizinha. Não, a vizinha não é gata, ela é chata, principalmente porque é burra em relação aos animais. Estou falando do seu animalzinho, a gata, que fica o dia todo trancada, e chora, chora muito. E não é porque está no cio. É solidão mesmo. Afinal, quando a dona está em casa, ela não chora. Fui procurar informações a respeito e descobri que os gatos sentem solidão igual aos outros animais, ao contrário do que se acredita. É verdade que são um pouco mais independentes que os carentes cães, mas eles não gostam nem um pouco de ficar sozinhos, se tornam solitários e, assim como os outros animais, podem ter depressão.

Uma solução para isso, já que ninguém pode ficar o dia todo paparicando e fazendo companhia para seus bichinhos, afinal, temos que sair para trabalhar, enfim, viver, é adotar mais um deles, um companheiro ou companheira. Assim, eles farão companhia um para o outro. É claro, devidamente castrados, para evitar a procriação. Como os dois ficarão o dia todo trancados em casa, sozinhos... sabe como é...

Texto/foto: Luciene Cimatti

domingo, 19 de julho de 2009

OBESIDADE EM ANIMAIS

Li recentemente que os cães se parecem com os donos. Então, nesse caso, sou brava, teimosa, chucra e gorda. É verdade que ando precisando perder uns quilinhos, mas ainda não mordi alguém hoje. Esse é o perfil da minha cachorrinha, Katusha, que só faz o que quer, e ela nunca quer se exercitar. Pensando bem, tudo a ver comigo, esses psicólogos de animais sabem mesmo das coisas. Acho melhor eu começar a dar o exemplo...

Já que o que vale para seres humanos, vale para os animais, gostaria de alertar para o problema da obesidade. Como todo dono que faz tudo errado, morria de pena quando comia alguma guloseima e não podia oferecer uma porção aos bichanos. Um pedacinho de bolo aqui, vários biscoitos ali, ela foi engordando. E ao contrário do que dizem, os animais são gulosos sim, e sabem a diferença entre uma lasanha e a insossa ração canina. Fica a cargo dos donos a tarefa de colocar limites. Descobri que dizer não também é uma demonstração de amor.

Infelizmente, aprendi da pior maneira, quando os problemas de saúde começaram a surgir. Cães obesos sofrem inúmeras doenças, como problema de coluna, já que não suportam o peso, coração e colapso de traquéia, um problema muito grave, ocasionado pela obesidade. Minha cachorrinha tem todos esses problemas, apesar de já ter emagrecido bastante. Hoje, só come ração, com algumas guloseimas permitidas pela veterinária, como cenoura, queijo light e peito de frango, tudo em pequena quantidade. Mas ela ainda precisa emagrecer mais. Já que não é possível cortar mais alimentação, o jeito é colocar o pé na estrada e caminhar. Mas quem disse que ela quer? A luta é grande, mas espero vencer, pelo bem dela. Vai entrar no Guinness book por ser o único cão que detesta passear. Nisso ela e a dona são diferentes, a dona também detesta exercícios mas adora um passeio.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

NÃO COMPRE. ADOTE!!!

Outro dia li que o modismo do momento é comprar cães da raça Labrador, e pagar uma fortuna, tudo por causa do filme Marley & Eu. O problema é que além de cães dessa raça serem grandes e não se adequarem em qualquer ambiente, eles precisam se exercitar bastante, com passeios diários, aliás, como qualquer cão. Todos nós sabemos o que acontece com os modismos, ou seja, se compramos aquela blusa amarelo-ouro só porque está na moda, quando a moda acabar, deixaremos a blusa de lado. E o cão, quando crescer?

Tudo bem que você assistiu ao filme e achou tudo muito engraçadinho, mas não precisa correr e comprar um igual. Principalmente, comprar. Pare um pouco para pensar no que há por trás dessa prática de comercializar animais. Na minha opinião, criar cães para cruzar e vender como se fosse um produto, é cruel. Há relatos de maus-tratos de alguns criadores, que não se importam nem um pouco com os pobres filhotes, muito menos com as mães deles. Tudo o que importa é o lucro. Então, ao decidir adquirir um animal de estimação, pense bem se quer fazer parte dessa crueldade.

Só na cidade de São Paulo são recolhidos das ruas, diariamente, cerca de 40 cães. Os canis estão superlotados, cheios de cãesinhos lindos, implorando para ser adotados. Animais cheios de amor e alegria para dar a quem levá-los para casa e cuidar deles. A quantidade de amor é a mesma que um animal de raça poderia oferecer. Então, qual é a diferença entre um cão de raça e um vira-lata? Para que exibir pedigrees em um campeonato? Acho que aqueles que gostam de exibir a perfeição de seus cães de raça, tentam esconder seus próprios defeitos. Como uma pessoa insegura que se esconde atrás de um carro caríssimo, do último modelo no mercado.

Pense no preço de um filhote e no que poderia fazer com esse dinheiro. Se um Labrador custa cerca de R$ 1.500, você poderia passar uma semana no nordeste e aproveitar suas praias lindíssimas. Sem falar nos cães mais caros. Para quem gosta realmente de um animal, acredite, não há diferença em adquirir um de graça, abandonado por aí. Ele será eternamente.agradecido. Meus três cães, adotados, são lindos, carinhosos e enchem a casa de alegria. E eu não os venderia por dinheiro nenhum nesse mundo!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

CASTRAR OU NÃO CASTRAR?


Uma das decisões mais difíceis que já tomei foi a de esterilizar minha cachorrinha, que sempre foi tratada cheia de mimos. Eu era contra a castração, por falta de informação sobre o assunto, pois considerava a cirurgia uma espécie de mutilação.
A maioria dos veterinários é a favor, e afirmam que o procedimento previne doenças como câncer e infeções, e que animais castrados vivem mais. Além disso, o maior objetivo é evitar a procriação, que sempre resulta em mais cães abandonados, o que me fez mudar de idéia, já que não há nada mais triste do que a imagem de um animal sozinho, abandonado e passando fome nas ruas.
No entanto, há profissionais que acham a cirurgia desnecessária. Em quem acreditar? Ela já não é jovem, tem 6 anos, o que equivale a uma quarentona, ou uma jovem senhora, e qualquer cirurgia implica riscos, principalmente quando a idade é avançada. Mas como diz um provérbio chinês, “delibere muitas vezes, decida uma vez”, e depois de pensar muito, a decisão veio de repente. E um dos fatores essenciais para a minha decisão foi a intuição, aquela sensação de estar fazendo a coisa certa.

A cirurgia foi um sucesso e toda a preocupação foi embora. O processo durou menos de quinze minutos, e o mais demorado é a recuperação, que leva por volta de uma semana. Todos dizem que o animal não sente dor, mas eu não acreditei, você acreditaria que uma cirurgia em que são arrancadas algumas partes do corpo não vai doer depois que passar a anestesia? Fizemos o veterinário prometer que ela não sentiria dor, então foi aplicada uma injeção de analgésico e realmente ela não sentiu nenhuma dor depois que acordou. Mesmo assim, se o animal sentir alguma dor, recomendo consultar o veterinário sobre dar algumas gotas de dipirona, ele vai orientar sobre isso.

Ela não dormiu a noite inteira com enjôos devido aos medicamentos e talvez por causa do jejum de água e comida, feito 12 horas antes da cirurgia. Para quem consegue fazer seu cachorrinho tomar remédio, isso não seria um problema, já que algumas gotas de plasil resolveriam tudo. No meu caso, passei a noite limpando o chão. E tem também a sede, que é voraz depois da cirurgia, ela queria tomar água o tempo todo e era preciso evitar que exagerasse.

Depois disso, é só controlar a comida, já que a tendência é o animal engordar depois da esterilização.

Como deu tudo certo, decidi fazer a cirurgia também no meu outro cachorrinho, apesar de sentir pena e achar uma agressão. Enfim, cabe aqui a frase “é um mal necessário”. Se tudo for feito com cuidado e principalmente a atenção necessária após a cirurgia, tudo dará certo e ele não vai sofrer. Além disso, evitando a procriação, você evitará o aumento da população de animais abandonados nas ruas.